sábado, 24 de novembro de 2012

OPINIÃO - Testamentos e Heranças, Deco Proteste

Testamentos e Heranças é um guia prático da Deco PROTESTE

 Testamentos e Heranças

Sinopse:
"À dor de perder um ente querido juntam-se, muitas vezes, problemas económicos ou disputas familiares relativas à partilha dos bens ou ao cumprimento das últimas vontades do defunto. E tudo poderá complicar-se se os vários intervenientes não conhecerem os seus direitos e deveres.
A quem cabe gerir a herança e dentro de que limites? Quem são os herdeiros? Terão de pagar imposto de selo? Quais as prestações que poderão receber da Segurança Social? Como é feita a relação de bens? Quando é necessário ou recomendável o processo de inventário?
Encontrará, neste livro, uma resposta clara para muitas das suas dúvidas. A primeira parte destina-se a quem deseja preparar a transmissão dos seus bens e garantir o cumprimento das suas últimas vontades, e a segunda, mais vasta, aos herdeiros, explicitando os procedimentos a que estão obrigados e aquilo a que terão direito
."

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 208
Editor: Deco Protest

(3ª Edição Revista e Actualizada)

*Sinopse e imagem retiradas do site da Wook.


Opinião:

É um livro realmente prático, com uma escrita simples, acessível e muito bem esquematizado. 

Desde logo destaco um glossário onde o leitor encontra o significado de alguns termos utilizados ao longo do livro, como por exemplo cabeça-de-casal, colação, fiduciário, legítima, tornas, etc.
Este glossário ajuda imenso, uma vez que apresenta uma explicação sucinta e permite entender a matéria em causa.

Relativamente ao esquema, está divido em duas partes: 

  • As últimas vontades:
Está disposto em 3 capítulos.
- Refere os casos de partilha em vida, ou seja a preparação da sucessão.
- Apresenta a disponibilidade de escolher os herdeiros, assim sendo estamos perante os casos em que há lugar a testamento (essencialmente, quem pode fazer, como e o que pode conter). Aborda também a deserdação e a indignidade que obedece a situações previstas na lei.
- O último capítulo, muito interessante nos dias de hoje, prevê uma última vontade, é o destino dos restos mortais. Esse destino pode ter sido uma escolha em vida ou então após a morte.  Por exemplo, o que muitas pessoas desconhecem é que a lei mudou no sentido em que, todos nós somos potenciais dadores. Quem pretender que os seus órgãos não sejam doados após a morte, terá de preencher um formulário no centro de saúde, formulário esse que aparece demonstrado no livro.
Interessante não é?
As vantagens de estarmos actualizados são muitas!
No presente capítulo também aborda a cerimónia fúnebre.

  • Quando morre um familiar:
 Dividido em seis capítulos.
- O primeiro é sobre os procedimentos administrativos. Contém um esquema que pode ajudar, com os prazos que não podem ser esquecidos. 
Esclarece o recurso a uma agência funerária, a necessidade de comunicação do óbito à conservatória do registo civil e às finanças, bem como saber se há testamento.
Aborda também a criação do Balcão das Heranças em 2007.
Para além dessas formalidades, a morte leva ao termo do contrato de trabalho, tema que a presente obra explica, como também explica no caso de haver créditos bancários, seguros de vida e aplicações financeiras. A meu ver temas que não são de todo fáceis de gerir.
- Outro capítulo fala das prestações a que os familiares têm direito a receber das pessoas que se encontram abrangidas pelo Regime Geral da Segurança Social, tal como nos casos de se tratar do Regime não contributivo e da Função Pública.
- O capítulo 3 trata da administração da herança.
- A herança propriamente dita, com referência a todos os herdeiros considerados pela lei, a colação e a partilha são temas do capítulo 4.
- A fiscalidade nas sucessões, a meu ver um tema de extrema importância, uma vez que é aqui que os herdeiros têm que estar mais atentos, uma vez que trata dos impostos a pagar, o valor dos bens a declarar, a participação das transmissões gratuitas. 
A liquidação do imposto de selo e outros impostos.
- Por último, um tema menos atractivo, os crimes e a morte.


Aconselho a qualquer interessado na matéria, sejam estudantes, juristas ou quem queira aprender e actualizar-se um pouco nesta matéria, bem como para quem queira ajudar alguém a lidar com toda a burocracia que existe nesta matéria.

Espero ter ajudado, não só para incutir o interesse nestas matérias, porque apesar de a primeira reacção do cidadão é fugir do excesso de burocracia neste país, acreditem, que se estiverem minimamente actualizados será um pouco mais fácil lidar com determinadas questões que nos fragilizam tanto.

Nota:
Atenção às eventuais alterações legislativas que se vão verificando ao longo dos anos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Momentos Wook 25%


Visitem a página da Wook, onde podem aproveitar os descontos de 20% em todos os livros e se levar dois ou mais, 25%.

Promoção válida durante os dias 22 e 23 de Novembro.

Vejam as condições da promoção em www.wook.pt.

Eu já aproveitei a oportunidade e comprei estes dois livrinhos:

- Feito em Casa, Joana Roque
- Tudo o Que Ele Sempre Quis, Anita Shreve

Emprestar livros - o início de um problema!




Porque é que emprestar livros é o início de um problema?

Em primeiro lugar porque é necessário dizer a famosa palavra «Não!». Isto é um problema, porque as pessoas não estão habituadas a ouvir essa palavra. Acham desde logo, que só porque há uma amizade e porque partilham (talvez) do mesmo gosto pela leitura, já somos obrigados a emprestar!

Mas será que partilham «mesmo» o gosto pela leitura? É que, apesar de não termos muito tempo para ler e eu estou sempre a queixar-me disso, acontece que ao emprestar, presumo desde logo que a pessoa vai ler o livro num prazo máximo de 15 dias! E não estou a falar de livros com 900 páginas!
É que não sei bem como, o livro vai parar à estante dessa mesma pessoa a quem emprestei o livro. Passa o prazo suficiente de leitura, passa um mês, dois, três, seis....e claro que somos obrigados a perguntar pelo livro! «Mas qual livro?» Pois é.....o livro que a dita pessoa, amante de livros....deixou alegadamente e sem culpa nenhuma na sua pequena estante....

Em segundo lugar, corro sempre o risco de ser chamada de «invejosa», essa palavra tão feita. Tudo porque não empresto aquilo que é meu e que tenho tanto amor. Que eu saiba não estou a negar «bens essenciais» nem «ajuda». Estou a negar uma coisa que comprei para mim, muitas vezes sacrificando outras compras que gostaria de fazer. Mas essa é a minha opção.

Em terceiro lugar, se dizem gostar tanto de livros e numa conversa surge o nome de um autor, de uma obra específica, qual é a razão para pedir emprestado ao invés de pesquisar e comprar?
É que eu fico um pouco confusa com esta "regra social" de pedir logo emprestado. Porque para eu aconselhar determinado livro, seguramente fiz alguma pesquisa, inclusive em blog's, depois decidi comprar ou adicionar à minha lista para comprar assim que puder. Não vejo qual a necessidade de esbulhar o direito que tenho em não emprestar sem ser mal interpretada!

Claro que uma regra tem sempre excepção! Há pessoas a quem se pode confiar um livro e que devolvem dentro do prazo que considero máximo para a entrega.
Mas seja como for, "gato escaldado tem medo de água fria!"

Muito sinceramente, quem devolve um livro com páginas soltas, riscado ou todo dobrado.........não tem coração......
Infelizmente isso já me aconteceu....mas uma coisa é certa, não volta a acontecer!

É a minha opinião.........vale o que vale....

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Matem as Mulheres Primeiro, Eileen MacDonald (Sugestão de Leitura)


Sinopse:
"A ideia da fraqueza física do «sexo fraco» está muito arreigada no mundo. Mas no domínio da rebelião, assunto deste livro, os homens não têm a exclusividade da violência. Em defesa das suas convicções políticas as mulheres também são capazes de matar. Tais mulheres provocam sempre um misto de fascínio e de repulsa, vistas como intrusas num universo considerado apenas masculino.

Este livro vem desfazer muitos preconceitos no que tange à capacidade de violência das mulheres, apresentando novas percepções de um fenómeno muito antigo mas raramente analisado. Aqui, as mulheres falam abertamente do que pode levá-las a matar, recordando actos de extrema violência.

Eileen MacDonald entrevistou um leque de membros femininos de organizações armadas, existentes em países tão diversos corno a Coreia do Sul, a Síria, a Palestina, o País Basco, a Itália, a Irlanda e a Alemanha. Sublinhe-se que neste último país, o mais industrial e «moderno», a maioria dos candidatos à acção armada são mulheres."

Editora: Fenda
Tema: Sociologia
Ano: 2000

*Sinopse e imagem retiradas do site da Almedina.


Passagens interessantes:

"As mulheres, pelo contrário, estão associadas aos instintos maternais e a sociedade venera-as, ainda hoje, à imagem de Nossa Senhora. São elas que dão e protegem a vida, em vez de a destruírem."

"Ao pegar em armas elas cometem uma dupla atrocidade: usar a violência e, ao fazê-lo, destruir a nossa visão tradicional e segura das mulheres."


Livros Antigos - Não saias Maria, Ros M. Talbot







Colecção de bolso: FBI
Preço: 40 escudos
Edição e Distribuição de Revistas

OPINIÃO - Uma Vez Não Basta, Jacqueline Susan



Sinopse:

"Os dramas, as angústias, os fracassos dos semideuses do nosso tempo."

"O mundo dourado da dolce vita dos que enchem com os seus nomes as colunas da crónica mundana."

"Um poderoso romance impregnado de erotismo! Uma obra vigorosamente conseguida."


Género: Romance
Ano: 1973
Editora: Europa-américa

Opinião:

Praticamente todos os livros que li da autora Jacqueline Susan, deixaram uma marca muito especial, mas Uma Vez Não Basta superou todos os outros.
Deixou sem dúvida nenhuma um conforto e também o que posso chamar de "peso de vida" pelo conteúdo de vivências tão bem narradas, por vezes chegam  a ser aterradoras.

Ler Uma Vez Não Basta, para mim é como se tratasse de uma experiência de vida, pois consegue ir para além de um romance. É também um alerta para o amor, para a vida, para os desejos de liberdade (sejam eles quais foram) e o ser humano é perito em desejar tanto e tudo o que não tem, de formas mais alienadas possíveis.

Este livrinho, já um pouco velhinho fui encontrar na estante de livros da minha mãe, há uns anitos. Aconselhada por ela e com a promessa de não estragar mais do que estava (por ter emprestado o livro foi devolvido tal como está na foto), iniciei esta viagem que descreve tantas coisas mesquinhas que existem na vida daqueles que tanto gostam de tapar defeitos e angústias com base, pós e vícios.

Resta-me dizer que quem gostou de O Vale das Bonecas, vai adorar este romance, para mim o melhor de Jacqueline Susan.

Boas Leituras!

* por esta e por tantas outras razões, não empresto livros!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

OPINIÃO - O Estranho Caso da Rapariga Raptada, Spencer Quinn



O Estranho Caso da Rapariga Raptada

Sinopse:
"Chet nunca percebeu muito bem porque chumbou na escola de cães polícias. De resto, há muitas coisas que ele não entende. Como o facto de os seres humanos verterem água dos olhos quando estão perturbados ("especialmente as mulheres"). Ou de sentir um vento pelas costas sempre que abana a cauda. Mas Chet sabe que o dono é um detetive chamado Bernie. E percebe que os dois vão embarcar numa nova missão quando uma loura lhes bate à porta e pede para lhe encontrarem a filha - que pode ou não ter sido raptada. Rapidamente se veem envolvidos num caso muito mais complicado do que poderia parecer, e têm um perigoso grupo de gangsters russos à perna.

O Estranho Caso da Rapariga Raptada
apresenta-nos uma das mais originais duplas de detetives do romance contemporâneo. Bernie é o anti-herói, divorciado, sem um tostão no bolso e que se bate pela custódia do filho. Chet é o narrador canino, que tenta sem muito sucesso compreender os bizarros costumes humanos. Juntos oferecem-nos uma história onde não falta nada: humor, ritmo, uma intriga inteligente e um suspense arrepiante. E, sobretudo, uma visão tocante da relação ancestral entre o homem e o seu cão."

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Lua de Papel

*Imagem e sinopse retiradas do site da Wook.

"A visão que o corajoso narrador canino em dos seres humanos agradará tanto aos fâs de histórias policiais como aos amantes de cães." Kiskus Reviews


Opinião:

Em pouco tempo devorei O Estranho Caso da Rapariga Raptada, um livro amoroso em que a amizade de Chet, companheiro de Bernie Little é tão carinhosamente descrita.

Bernie é fundador e co-proprietário da Agência de Detectives Little e está a tentar ultrapassar o divórcio com Leda, como também os seus problemas financeiros. 
Ao seu lado tem o companheiro fiel Chet, o narrador das aventuras e momentos de desespero que os dois enfrentam depois de terem aceite o misterioso caso do desaparecimento de uma rapariga chamada Madison.

Chet releva-se astuto e inteligente e por isso não é muito difícil conquistar desde logo o autor. Confesso que é praticamente impossível fazer muitas pausas, uma vez que o enredo está muito bem feito.Bem como o relato e as ideias de Chet tão dispersas e no entanto tão bem dispostas no enredo.
Com uma escrita suave, o autor dá-nos a conhecer uma outra forma de escrever livros policiais.
Este, especialmente fofo. Que claro está para quem gosta de cães, ler aquilo que lhes pode passar pela cabeça é sempre muito especial.

Passagem interessante: "Depois calou-se a meio da frase. Isso acontecia muitas vezes quando algum humano estava sozinho comigo, o que me deixava sempre com a sensação de que a conversa continuava dentro das suas cabeças, onde nunca devia haver silêncio. Aqui entre nós, sem ofensa, eu não gostaria nada de ser humano." pág 284


Um livro, 317 páginas e umas horas muito bem passadas, com a minha cadelinha a dormitar no meu colo!

Boas leituras...