Como não foi possível divulgar os convites em tempo útil para poderem estar presentes na data da apresentação das obras, optei por colocar no blogue os convites atrasados, no sentido de poder divulgar as obras uma vez que são interessantes.
sábado, 18 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
OPINIÃO! «Os Filhos da Costa do Sol - A Nova Geração», Manuel Arouca
A nova geração
Autor: Manuel Arouca
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 444
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789896165789
Coleção: Gradiva
Sinopse:
"O 25 de Abril de 1974 foi a época dos primeiros Filhos da Costa do Sol. Quarenta anos depois, Manuel Arouca dá continuidade às personagens dessa louca geração dos anos 70. Onde estão elas agora? Quem são, como vivem, o que sonham os seus filhos? Um livro que traça um retrato em sangue e alma de uma sociedade que voltou a ser poderosa e influente, a par do confronto de gerações e de uma grande história de amor. Um grande, grande livro, com uma autenticidade, uma força narrativa incomum, uma verdade impiedosamente revelada, que toca profunda e inesquecivelmente o leitor."
Opinião:
Apesar de não ter lido o livro "Os Filhos da Costa do Sol" optei mesmo assim por ler "A Nova Geração". Achei que o facto de não ter lido o primeiro volume não seria impedimento para ler o segundo.
O livro está dividido em duas perspectivas que vão sendo intercaladas conforme o desenrolar dos acontecimentos, uma delas é a de Chico e a outra é a do seu filho Lucas.
Chico é um homem que apesar da idade insiste em manter os seus hábitos de juventude e vive na expectativa de talvez um dia encontrar o seu verdadeiro amor, mas até lá aproveita as regalias de um homem desprovido de amor e disponível às aventuras que lhe apareçam.
Através desta personagem, que ao longo do livro relembra os velhos tempos podemos perceber o que foi retratado no primeiro livro.
As recordações de Chico com os seus amigos, Manel e Luís são um misto de loucuras dos anos 70, drogas, mulheres, mas não só. Porque passa também por uma chamada de atenção para os valores humanos e constitucionais, direitos, greves..., vários temas de grande interesse. Aliás as duas personagens Manel e Luís são relevantes no seu papel, já que possibilitam estabelecer a derradeira lacuna social e política em que vivemos!
Quanto a Chico, isto não fica por aqui. A nossa vida é uma novela, portanto um livro também o pode ser. O pai de Lucas a meu ver, também transmite a decadência do homem que lamenta a sua vida de casado e procura um amor que não tem na sua cama, mas mesmo assim volta a repetir o erro várias vezes! A perda do auto-domínio de Chico é tão bem caracterizada e com uma clareza humana que chega a ser revoltante quando chegamos aos episódios de vício de sexo com a personagem Dora, filha de Conceição (esta última é supostamente aquela que Chico sempre amou).
Quanto a Lucas, faz parte dos novos "filhos da Costa do Sol" e vê o seu pai como um modelo a seguir.
É o espelho de uma geração que não acredita no futuro, que não vê a luta pelos seus direitos como um fim para atingir uma melhoria nos tempos que se vivem. É também a personagem que nos traz a dor e a mágoa de uma traição familiar.
"Os Filhos da Costa do Sol - A Nova Geração", é uma obra carregada de significado! E por isso apreciei muito a leitura!
Boas Leituras!
Novidades Editorial Bizâncio: «O Meu Nome É...», de Alastair Campbell
Título: O Meu Nome É...
Autor(es): Campbell, Alastair
Pág.: 304
Número: 38
ISBN: 9789725305461
Ano: 2014
Preço de Capa: €16
Preço Online: €14.39
Sinopse:
"Ela gosta de beber um copo. Todos os que a rodeiam sofrem com isso.
Hannah tem 17 anos e bebe para se sentir melhor. Por um momento. Depois, a dor de alma regressa, mais intensa. Esta é a história da adição de Hannah contada pelos que a rodeiam: os pais, a irmã, os tios, os amigos. As suas vozes trazem-nos um relato por vezes chocante, por vezes terno, de uma vida à beira da destruição.
O desenrolar da história através dos relatos de cada uma das pessoas que rodeiam Hannah durante a sua espiral de autodestruição dá ao leitor uma panorâmica completa do que é a vida junto de um alcoólico vulnerável e em negação."
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domingo, 5 de outubro de 2014
OPINIÃO! «O Quinto Filho», de Doris Lessing
Autora: Doris Lessing
Edição/reimpressão: 1989
Páginas: 173
Editor: Europa-América
Sinopse:
Edição/reimpressão: 1989
Páginas: 173
Editor: Europa-América
Sinopse:
"Harriet e David Lovatt têm os mesmos anseios - fidelidade, amor, vida familiar e, acima de tudo, um lar. Teimosamente fora das modas dos anos 60, decidem casar e assentar as bases das suas vidas numa casa vitoriana. A princípio, parece o Paraíso. As crianças preenchem-lhes o quotidiano, e os familiares sentam-se à mesa da cozinha no Natal, desfrutando avidamente do calor humano da família Lovatt. Mas é com a quinta gravidez que as coisas começam a alterar-se. O bebé desenvolve-se dentro de Harriet demasiado cedo e com demasiada violência. Após um nascimento difícil, Ben revela-se uma criança estranha e cruel, cuja violência é instintivamente rejeitada pelos irmãos.
Inexoravelmente, a sua presença alienígena vai destruindo o sonho de uma família feliz."
Opinião:
Harriet e David conheceram-se numa festa do escritório à qual compareceram por obrigação. Para eles não fazia sentido viver de aparências e achavam que as pessoas presentes não passavam de hipócritas e mesquinhas.
Mas não só, porque a sociedade em geral não valorizava as tradições e apressava-se a julgar quem se destacava pelas opiniões e ideais diferentes aos tempos que se viviam.
Claro que Harriet e David quando se conheceram souberam que tinham encontrado o amor, melhor dizendo... alguém que também partilhava um sonho ... o mesmo sonho! E esse sonho era uma raridade, uma vez que passaria essencialmente por constituir uma família numerosa, com oito filhos no mínimo e uma casa enorme que pudesse receber a família inteira nas épocas festivas. Tudo isto se resumiria numa felicidade plena, segundo o entendimento deles.
Esse sonho para Harriet e David seria bastante simples de realizar e pela lógica deste casal deveriam começar o quanto antes a ter filhos e comprar "a casa ideal" porque caso contrário sentiam que lhes seria impossibilitado de o fazer/viver.
A intensidade deste sonho e a sofreguidão de o viver acabam por sobrepor-se às precauções normais de uma vida em comum e Harriet acaba por engravidar mais cedo do que era esperado pela família. Assim, a família vai aumentando com Luke, depois Helen, Jane e Paul.
Tudo estava bem e as festas organizavam-se apesar do cansaço de Harriet. Mas Harriet sabia que era julgada pelos seus familiares por se achar no direito de ter muitos filhos, sabia que todos achavam que devia parar de gerar filhos e que apenas o fazia por se tratar de uma pessoa inconsciente e presunçosa.
Embora consciente de ser acusada de "criminosa", Harriet engravidou do quinto filho... e tudo mudou! Como se fosse um castigo traz ao mundo um filho com características pouco ou nada amorosas, com semelhanças a um gnomo e caracterizado pela própria mãe como "perfeitamente não normal". E de facto Ben demonstra falta de inteligência, um olhar diabólico, com atitudes violentas e chega a provocar arrepios a quem o quer conhecer.
Este ser de raça diferente à dos humanos, consegue desestabilizar uma família inteira, espalhando o terror pelos seus irmãos que aos poucos acabam por abandonar a casa de sonho deste casal para viver com outros familiares. A Harriet cabe a tarefa de tentar perceber e viver com uma espécie de alienígena....
Este ser de raça diferente à dos humanos, consegue desestabilizar uma família inteira, espalhando o terror pelos seus irmãos que aos poucos acabam por abandonar a casa de sonho deste casal para viver com outros familiares. A Harriet cabe a tarefa de tentar perceber e viver com uma espécie de alienígena....
Gostei muito de reler este livro!! É uma obra que pelas grandiosas palavras da autora aborda a força e a determinação de uma mãe, a malvadez de uma criança e a devastação de uma família feliz.
Posso dizer que é uma obra que assenta em temas delicados, sobretudo em relação à criança "alienígena" que posteriormente no livro se transforma no reflexo generalizado da maldade, da violência e do medo que a sua mãe via nas notícias que passavam com mais frequência nos telejornais.
É uma obra que nos faz parar para pensar um bocadinho.
Boas Leituras!
Posso dizer que é uma obra que assenta em temas delicados, sobretudo em relação à criança "alienígena" que posteriormente no livro se transforma no reflexo generalizado da maldade, da violência e do medo que a sua mãe via nas notícias que passavam com mais frequência nos telejornais.
É uma obra que nos faz parar para pensar um bocadinho.
Boas Leituras!
sábado, 4 de outubro de 2014
Novidades Editorial Bizâncio: «Teremos sempre Paris», de Ray Bradbury
Título: Teremos sempre Paris
Autor(es): Bradbury, Ray
Pág.: 192
Número: 61
ISBN: 9789725305478
Ano: 2014
Preço de Capa: €14
Preço Online: €12.6
Sinopse:
"Em Teremos Sempre Paris – uma selecção de contos inéditos – o inimitável Ray Bradbury encanta-nos de novo com a sua prosa fluente e cantante. Imagina coisas extraordinárias e observa com especial acutilância as fraquezas humanas, as pequenas falhas de carácter. Os seus contos são eternos. Teremos Sempre Ray Bradbury."
Etiquetas:
Divulgação editorial,
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