quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Matem as Mulheres Primeiro, Eileen MacDonald (Sugestão de Leitura)


Sinopse:
"A ideia da fraqueza física do «sexo fraco» está muito arreigada no mundo. Mas no domínio da rebelião, assunto deste livro, os homens não têm a exclusividade da violência. Em defesa das suas convicções políticas as mulheres também são capazes de matar. Tais mulheres provocam sempre um misto de fascínio e de repulsa, vistas como intrusas num universo considerado apenas masculino.

Este livro vem desfazer muitos preconceitos no que tange à capacidade de violência das mulheres, apresentando novas percepções de um fenómeno muito antigo mas raramente analisado. Aqui, as mulheres falam abertamente do que pode levá-las a matar, recordando actos de extrema violência.

Eileen MacDonald entrevistou um leque de membros femininos de organizações armadas, existentes em países tão diversos corno a Coreia do Sul, a Síria, a Palestina, o País Basco, a Itália, a Irlanda e a Alemanha. Sublinhe-se que neste último país, o mais industrial e «moderno», a maioria dos candidatos à acção armada são mulheres."

Editora: Fenda
Tema: Sociologia
Ano: 2000

*Sinopse e imagem retiradas do site da Almedina.


Passagens interessantes:

"As mulheres, pelo contrário, estão associadas aos instintos maternais e a sociedade venera-as, ainda hoje, à imagem de Nossa Senhora. São elas que dão e protegem a vida, em vez de a destruírem."

"Ao pegar em armas elas cometem uma dupla atrocidade: usar a violência e, ao fazê-lo, destruir a nossa visão tradicional e segura das mulheres."


Livros Antigos - Não saias Maria, Ros M. Talbot







Colecção de bolso: FBI
Preço: 40 escudos
Edição e Distribuição de Revistas

OPINIÃO - Uma Vez Não Basta, Jacqueline Susan



Sinopse:

"Os dramas, as angústias, os fracassos dos semideuses do nosso tempo."

"O mundo dourado da dolce vita dos que enchem com os seus nomes as colunas da crónica mundana."

"Um poderoso romance impregnado de erotismo! Uma obra vigorosamente conseguida."


Género: Romance
Ano: 1973
Editora: Europa-américa

Opinião:

Praticamente todos os livros que li da autora Jacqueline Susan, deixaram uma marca muito especial, mas Uma Vez Não Basta superou todos os outros.
Deixou sem dúvida nenhuma um conforto e também o que posso chamar de "peso de vida" pelo conteúdo de vivências tão bem narradas, por vezes chegam  a ser aterradoras.

Ler Uma Vez Não Basta, para mim é como se tratasse de uma experiência de vida, pois consegue ir para além de um romance. É também um alerta para o amor, para a vida, para os desejos de liberdade (sejam eles quais foram) e o ser humano é perito em desejar tanto e tudo o que não tem, de formas mais alienadas possíveis.

Este livrinho, já um pouco velhinho fui encontrar na estante de livros da minha mãe, há uns anitos. Aconselhada por ela e com a promessa de não estragar mais do que estava (por ter emprestado o livro foi devolvido tal como está na foto), iniciei esta viagem que descreve tantas coisas mesquinhas que existem na vida daqueles que tanto gostam de tapar defeitos e angústias com base, pós e vícios.

Resta-me dizer que quem gostou de O Vale das Bonecas, vai adorar este romance, para mim o melhor de Jacqueline Susan.

Boas Leituras!

* por esta e por tantas outras razões, não empresto livros!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

OPINIÃO - O Estranho Caso da Rapariga Raptada, Spencer Quinn



O Estranho Caso da Rapariga Raptada

Sinopse:
"Chet nunca percebeu muito bem porque chumbou na escola de cães polícias. De resto, há muitas coisas que ele não entende. Como o facto de os seres humanos verterem água dos olhos quando estão perturbados ("especialmente as mulheres"). Ou de sentir um vento pelas costas sempre que abana a cauda. Mas Chet sabe que o dono é um detetive chamado Bernie. E percebe que os dois vão embarcar numa nova missão quando uma loura lhes bate à porta e pede para lhe encontrarem a filha - que pode ou não ter sido raptada. Rapidamente se veem envolvidos num caso muito mais complicado do que poderia parecer, e têm um perigoso grupo de gangsters russos à perna.

O Estranho Caso da Rapariga Raptada
apresenta-nos uma das mais originais duplas de detetives do romance contemporâneo. Bernie é o anti-herói, divorciado, sem um tostão no bolso e que se bate pela custódia do filho. Chet é o narrador canino, que tenta sem muito sucesso compreender os bizarros costumes humanos. Juntos oferecem-nos uma história onde não falta nada: humor, ritmo, uma intriga inteligente e um suspense arrepiante. E, sobretudo, uma visão tocante da relação ancestral entre o homem e o seu cão."

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Lua de Papel

*Imagem e sinopse retiradas do site da Wook.

"A visão que o corajoso narrador canino em dos seres humanos agradará tanto aos fâs de histórias policiais como aos amantes de cães." Kiskus Reviews


Opinião:

Em pouco tempo devorei O Estranho Caso da Rapariga Raptada, um livro amoroso em que a amizade de Chet, companheiro de Bernie Little é tão carinhosamente descrita.

Bernie é fundador e co-proprietário da Agência de Detectives Little e está a tentar ultrapassar o divórcio com Leda, como também os seus problemas financeiros. 
Ao seu lado tem o companheiro fiel Chet, o narrador das aventuras e momentos de desespero que os dois enfrentam depois de terem aceite o misterioso caso do desaparecimento de uma rapariga chamada Madison.

Chet releva-se astuto e inteligente e por isso não é muito difícil conquistar desde logo o autor. Confesso que é praticamente impossível fazer muitas pausas, uma vez que o enredo está muito bem feito.Bem como o relato e as ideias de Chet tão dispersas e no entanto tão bem dispostas no enredo.
Com uma escrita suave, o autor dá-nos a conhecer uma outra forma de escrever livros policiais.
Este, especialmente fofo. Que claro está para quem gosta de cães, ler aquilo que lhes pode passar pela cabeça é sempre muito especial.

Passagem interessante: "Depois calou-se a meio da frase. Isso acontecia muitas vezes quando algum humano estava sozinho comigo, o que me deixava sempre com a sensação de que a conversa continuava dentro das suas cabeças, onde nunca devia haver silêncio. Aqui entre nós, sem ofensa, eu não gostaria nada de ser humano." pág 284


Um livro, 317 páginas e umas horas muito bem passadas, com a minha cadelinha a dormitar no meu colo!

Boas leituras...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Um dia naquele inverno, Sveva Casati Modignani (Sugestão de Leitura)


Um dia naquele inverno

Sinopse:
"Numa grande mansão, às portas de Milão, vivem os Cantoni, proprietários há três gerações da homónima e prestigiada fábrica de torneiras.
Aparentemente, todos os membros da família levam uma vida transparente, mas, na realidade, todos eles escondem segredos que os marcaram; existem situações que, ainda que conhecidas por todos, permanecem um tema tabu. Omite-se até a loucura de que sofre Bianca, a matriarca desta dinastia.
Um dia, entra em cena Léonie Tardivaux, uma jovem francesa sem dinheiro e sem parentes, que casa com Guido Cantoni, o único neto de Bianca. Léonie adapta-se bastante bem à rotina familiar, compreendendo a regra de silêncio dos Cantoni. Isso não a impede de ser uma esposa exemplar, uma mãe atenta e uma gerente talentosa, que, com bastante êxito, conduz a firma pelo mar hostil da recessão económica. No entanto, também ela cultiva o seu segredo, aquele que todos os anos, durante apenas um dia, a leva a largar tudo e a refugiar-se no Lago de Como.
Mais uma vez, Sveva Casati Modignani cativa o leitor com uma saga familiar que atravessa quase um século da História de Itália, dos anos 20 até aos dias de hoje, colocando em cena personagens encantadoras: homens inteligentes, autênticos e perspicazes, que têm ao seu lado mulheres fortes e inigualáveis, capazes de os aconselhar e apoiar."


Edição/reimpressão2012
Páginas: 384
Editor: Porto Editora

*Sinopse e imagem retiradas do site da Wook.

Mais um livro de uma grande escritora para a minha lista "Não vou resistir!!!".


Boas leituras!

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Livros Antigos


Como qualquer amante de livros, tenho alguns livros antigos em casa. Daqueles em que as páginas estão amarelas e têm aquele cheiro tão característico! E que eu adoro!

São nada mais do que as minhas relíquias!

Por isso mesmo,achei que podia dedicar algum espaço do blog aos livrinhos antigos, porque também têm direito. Apesar de já ter lido alguns deles há uns anitos, mas o que é certo é que reler é sempre uma boa opção....