terça-feira, 21 de agosto de 2012

OPINIÃO - As Cinquenta Sombras de Grey, E L James



Sinopse
:
"As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre.  Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo... E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor?  As Cinquenta Sombras de Grey é o primeiro volume da trilogia de EL James que é já o maior fenómeno literário do ano em todos os países onde foi publicado. "

*Sinopse e imagem retiradas do site da editora Leya.

Opinião
: 
Pois é, finalmente li este livro.

E tenho a dizer-vos que é arrebatador e arrojado. Pelo conteúdo, claro, mas também porque surpreendentemente prende o leitor de tal forma que é impossível parar de ler.

Apesar de não se tratar de um livro que se possa enquadrar na literatura intelectual não deixa de ser bom, é um livro para entreter e que nos conquista desde o início. Claro que há quem não goste deste género de leitura, cada um tem os seus gostos.

Mas apesar de pegar nele com alguma reserva depois de tanta crítica negativa, foi possível verificar que há uma história enternecedora, pois é semelhante à Saga Luz e Escuridão de Stephenye Meyer. A autora começou a escrever e usou o género literário Fan fiction, em que se usa o trabalho original de outro autor, copiando assim o estilo, o universo e as personagens desse autor.

** Para saberem mais sobre este género e o que gerou este fenómeno podem clicar aqui  onde podem consultar a crítica do semanário "Expresso" e no site da wikipédia.

Os diálogos desde o início são engraçados e o Mr. Gray tem um encanto especial, como não poderia deixar de ser, com uma carga energética enorme e a ligação entre Gray e Ana é deveras forte sem necessidade de recorrer ao sobrenatural
Foi precisamente esta ligação que me cativou, com isto quero dizer que apesar de se tratar de um livro com bastante carga erótica, não cai na vulgaridade, pois o apego ao "cinquenta sombras" acaba por se sobrepor e a curiosidade em saber mais sobre ele é mais forte, levando o leitor a achar natural determinadas passagens do livro.

Para mim trata-se de um romance transparente, sem tabus e no final há uma sensação de apego ao livro, de nostalgia.
A curiosidade para ler os próximos é imensa.

Para quem gosta de ler e ouvir música, especialmente a que é referida no livro (pois eu adoro), cá vai:
  • "O Dueto das Flores", de Delibes da ópera Lakmé,
  • Kings of Leon, Sex on Fire,
  • Thomas Tallis,
  • Snow Patrol,
  • "Villa Lobos, uma ária de Bachianas Brasileiras",
  • Canon de Pachelbel,
  • Thomas Tallis, Spem un Alium,
  • "Chopin. Prelúdio opus vinte e oito, número quatro em Mi menor",
  • Bach, Marcello.
***  retirada do livro, é possível que falte alguma.
Aguardo expectante por Outubro!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

OPINIÃO - Livros Jurídicos - Da Penhora, Helder Martins Leitão




Sinopse:
"Este trabalho com carácter prático trata tudo quanto diz respeito á matéria da penhora. Quer no âmbito do processo civil, quer no âmbito do processo tributário. Sem dúvida, um valioso apoio para todos quantos quotidianamente se defrontam com assunto tão sensível. Qual o seu objecto, a respectiva tramitação processual e como reagir-lhe. São estes os pontos fulcrais vertidos neste livro, escrito naquela forma explícita e prática com que o autor já nos habituou."

Editora Almeida & Leitão
2ª edição revista e actualizada
Ano 2011

*sinopse retirada do site da Almedina.

Opinião:
Um livro com uma abordagem simples e clara que aborda unicamente a fase da penhora na tramitação da acção executiva e apresenta-se com um conteúdo bastante completo.

Sendo o assunto delicado, pois a penhora transparece o facto de já nada ser como antigamente, uma vez que a palavra já não vale como em tempos.
Hoje, nem no papel se acredita!
Enfim, passado algum tempo está a enfadada penhora para ser realizada.

Os tempos precisam de mudar e isso já não é uma questão, é uma certeza! 

O autor começa com uma introdução "Razão" em que explica o porquê da abordagem da Penhora exclusivamente.
Tal como, dá-se ao cuidado de referenciar alguns apontamentos históricos conforme vai abordando a matéria.
Há um apontamento que, pessoalmente gostei de ver sabiamente realçado pelo autor, no que refere à prática de hoje, as chamadas "cobranças difíceis".

O livro está dividido em:

Título I - No processo civil
  1. Denominador Comum
  2. Concretização da Penhora
  3. Oposição à Penhora
Título II - No processo tributário
  1. Apreensão de bens
  2. Oposição à penhora
O facto de abordar a penhora na perspectiva de processo civil e tributário é de todo pertinente, pois convém sempre ter uma ideia da tramitação do fisco e das diferenças que hajam.

O autor é muito claro na abordagem desta matéria, é um livro que está bem estruturado e aquando do estudo parece ao leitor que estamos numa sala de aulas com um professor bem disposto que motiva os alunos.
Acreditem, ao longo do livro transmite essa ideia.
Para além disso, foi possível rir um pouco, apesar da delicadeza do assunto em causa.

Achei a história da reunião familiar dos Antunes engraçada, dei por mim a imaginar tantas outras reuniões possíveis de incríveis planos. vide pág. 28.

Foi possível tirar alguns apontamentos e parece-me um bom livro para consulta.

Resta dizer que o balanço foi positivo.

Espero ter ajudado!

domingo, 12 de agosto de 2012

OPINIÃO - Faça-se Justiça!, Francisco Teixeira da Mota


Sinopse:
"A liberdade de expressão, os problemas de condomínio, um simples acidente com o seu carro ou o direito de morrer com dignidade são assuntos que nos interessam a todos. Por essa razão, Faça-se Justiça! pretende dar a conhecer o mundo das leis e das decisões judiciais que regulam o nosso quotidiano, procurando referir, de uma forma directa, acessível e divertida, casos que ajudam a compreender algumas das ferramentas legais que o leitor tem à sua disposição para se defender dos abusos do poder. Baseado nos textos que o autor publica com grande sucesso há mais de uma década no jornal Público, este livro é um bom conselheiro e um precisos instrumento de consulta que ajudará o leitor a perceber melhor o mundo em que vivemos."

1ª edição : Novembro de 2009
Do mesmo autor de Alves Reis – Uma história portuguesa

*imagem e sinopse retiradas do site da editora supra referida.

Opinião:
Faça-se Justiça! Está dividido em três partes, sendo a primeira Liberdade de Expressão, a segunda Costumes e Direitos e por fim a terceira Sistema.

É um livro que contém histórias insólitas da vida real, com que o cidadão se confronta.
O autor tem o cuidado de nos brindar sucintamente sobre as decisões dos tribunais, sem descurar qualquer informação, aliás como o mesmo diz e muito bem “[...]funda-se em diversas razões técnicas que nos abstemos de explicar para satisfação do leitor[...]”.

Muitas das vezes é retratada a necessidade ou não, de ao cidadão serem exigíveis os conhecimentos técnicos para que assim possa reagir perante a legislação em vigor de modo a defender os seus direitos.

Honra, dignidade, direito à integridade física e à privacidade, são postos em causa no dia-a-dia do cidadão e por isso saber defender-se é essencial, nessa medida o presente livro invoca e muito bem que “saber é poder” e portanto torna-se necessário conhecer os nossos direitos.

Logo na introdução, o autor refere o seguinte: “uma das formas mais seguras de conhecer o direito é a leitura diária do Diário da República, uma publicação em que podemos confiar já que nunca foi condenada por abuso de liberdade de expressão”, embora também conclua com o seguinte “ Mas creio que haverá outras formas, talvez menos violentas, de conhecer o direito”.

Para quem quiser consultar o referido Diário da República e subscrever  newsletters para receber no e-mail todas as alterações que vão ocorrendo pode clicar aqui.

Resta dizer que se trata de um livro que se lê muito bem, com uma leitura bastante fluida apesar de se tratar de práticas jurídicas o que poderia levar a que o livro fosse bastante aborrecido, não é o caso! Tal como o próprio autor explicou “Em termos de direito, aplicado numa linguagem menos jurídica”.

Por fim, resta dizer que considero Faça-se Justiça!, um livro que suscita grande curiosidade e pode ajudar o leitor. 
Pode, a meu ver, ser utilizado em possíveis trabalhos sobre diversas matérias abordadas no mesmo.

Espero ter ajudado!
Estejam atentos aos vossos direitos!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

OPINIÃO - Livros Jurídicos - Guia dos Impostos em Portugal 2011


Guia dos Impostos em Portugal 2011
Guia dos Impostos em Portugal, da editora Quid Juris.

Autores:
  • Américo Brás Carlos
  • Irene Antunes Abreu
  • João Ribeiro Durão
  • Maria Emília Pimenta

Sinopse:
"A informação rápida, prática e rigorosa sobre todas as situações fiscalmente relevantes. Ocupa-se designadamente:
• da tributação do rendimento, do património e do consumo
• das garantias dos contribuintes
• dos benefícios fiscais
• e das infracções tributárias
Inclui legislação e numerosos exemplos. Índices geral e por assuntos."

Opinião: 
Tal como já referi, comprei este livro, entre outros, quando frequentei a pós-graduação em Fiscalidade. Revelou-se um manual de consulta essencial para aprendizagem e como complemento da matéria dada nas aulas.
Mas sobretudo, o que mais gostei foram os esquemas ao longo dos capítulos.
Está estruturado em quatro partes, mas como na segunda parte - A tributação do rendimento e do património, tem o IRS e IRC à mistura, para facilitar o estudo e a consulta usei o índice alfabético (que já está por matérias).
Ainda sobre a segunda parte, está dividido em capítulos específicos, sendo que alguns foram de grande ajuda, tais como:
- As aplicações de capitais,
- Os prédios e os seus rendimentos,
- Residente não habitual,
- IRS não residentes,
- Sociedades não residentes. 
Relativamente à tributação do consumo, para quem esteja interessado, tem um capítulo sobre o RITI.

Aconselho não só para as pós-graduações em Fiscalidade, como também aquando das unidades curriculares de Direito Fiscal incluído nas diversas licenciaturas existentes.

Já se encontra à venda o Guia dos Impostos em Portugal 2012. 

Espero ter ajudado!
Bom fim-de-semana.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

OPINIÃO - Livros Jurídicos - Fiscalidade, José Alberto Pinheiro Pinto


Fiscalidade

Sinopse:
"JOSÉ ALBERTO PINHEIRO PINTO licenciou-se em Economia, em 1972, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, onde atualmente é professor auxiliar convidado, cargo que também tem exercido na Universidade Católica Portuguesa.
Pertenceu à Comissão de Normalização Contabilística, em representação da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. É autor das obras "Custos Padrões", "Reavaliação do Imobilizado", "Reavaliação do Imobilizado - Decreto-Lei n.º 219/82" e "Tratamento contabilístico e fiscal do imobilizado".
É coautor de "Guia do Cidadão e da Empresa no Imobiliário" e de "A Fiscalidade no Espaço Comunitário de 1993".
Mantém uma colaboração constante com as principais publicações da especialidade. Exerce uma larga atividade de formação e é consultor de empresas nos domínios contabilístico e fiscal.

Esta obra, dirigida inicialmente para o apoio às aulas de Fiscalidade, ultrapassa esses objetivos, constituindo igualmente um excelente meio de divulgação de matérias fiscais junto de gestores, empresários e técnicos ligados às áreas contabilística e fiscal. Nela se analisam os traços fundamentais dos impostos mais representativos para as empresas e para os particulares, conjugando a análise teórica com o estudo de aspetos eminentemente práticos, recorrendo a múltiplos exemplos concretos.
A par disso, inclui a apresentação de várias opções, no âmbito dos principais impostos, integradas nas ações a que já se convencionou chamar "engenharia fiscal" ou "planeamento fiscal", orientadas no sentido de assegurar a minimização da carga fiscal que impende sobre os contribuintes."

Opinião:
Comprei este livro para me apoiar na pós-graduação em fiscalidade que fiz, não foi o único que comprei com esse objectivo, mas foi o que gostei mais de ler.
Essencialmente foi um apoio para eventuais perguntas de desenvolvimento, para comentar alguma frase que pudesse constar do teste de avaliação.

Foi um livro muito fácil de ler, compreende-se bem os temas que nos são dados a conhecer, para além disso, a linguagem utilizada é simples com uso dos termos jurídicos quando e porque necessários.
A meu ver, não é essencialmente dirigido para quem queira apenas "fazer a cadeira". É sim aconselhável, para quem queira aprofundar os conhecimentos já adquiridos (perfeito para pós-graduações), ou então quem tenha "sede" de conhecimento.

Tratando-se de fiscalidade/impostos está dividido em 5 capítulos e contém anexos no final de cada capítulo. Temos a seguinte divisão:
  1. Análise genérica do sistema fiscal português
  2. IVA
  3. Impostos sobre o património
  4. IRS
  5. IRC
Confesso que no que respeita a IRC a minha leitura não foi de todo cuidada, uma vez que não me desperta grande empatia.O IRC definitivamente não é o meu imposto preferido, se me permitem o desabafo!
Quanto aos anexos, foram uma grande ajuda para mim, o autor apresenta desde ofícios, trabalhos publicados, tabelas, quadros etc.

Resta apenas dizer que o balanço foi muito positivo.


 

OPINIÃO - A filha do Capitão, José Rodrigues dos Santos



Como não podia deixar de ser, começo o meu blog com uma crítica a um autor português. O "nosso" tão querido José Rodrigues dos Santos, também conhecido no estrangeiro por "Português dos Santos".
Trata-se do livro A filha do Capitão, da editora Gradiva.

Sinopse:
"O capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o seu olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível."

O meu mundo quando li este livro:
É realmente um grande livro! Tem uma carga histórica enriquecedora, sobre a participação portuguesa na primeira guerra mundial, cujo CEP encontrava-se na região da Flandres.
A vida nas trincheiras foi retratada pelo autor e devo dizer, que apesar de já estar habituada a este tipo de livros sobre a guerra do autor Sven Hassel, foi comovente a descrição da vida que os nossos soldados viveram, do terror que passaram, do cheiro nauseabundo e imagens chocantes que depois da guerra foi recordado pelos próprios, principalmente através de pesadelos.
Como não podia deixar de ser, e porque se trata de um romance, o autor descreve o percurso de vida do Capitão Brandão, desde a sua vida humilde em Rio Maior, passando pela sua juventude de dúvidas, estudos e empenho até ao grande homem que se tornou.
A paixão pela sua francesa foi arrebatadora, com um toque de mel e glamour.

Com 636 páginas, prende o leitor desde o início e quando damos conta já estamos na última página, cujos últimos capítulos se lêem com alguma sofreguidão, terminando com um enchente de emoções no espírito.