sábado, 3 de janeiro de 2015

OPINIÃO! «O Homem que era o N.º 16», de Agatha Christie

O Homem que Era O N.16
Autora: Agatha Christie
Edição/reimpressão: 1999
Páginas: 464
Editor: Livros do Brasil
ISBN: 9789723806731
Coleção: Vampiro Gigante


Opinião:
Quanto a este livro, tenho uma comparação muito peculiar a fazer.
Hoje em dia já se fala muito da "comida de conforto", muitas vezes associada aos tempos de criança em que as nossas avós faziam umas comidinhas maravilhosas. Pois bem, para mim «O Homem que era o n.º 16», foi precisamente um "livro de conforto"!!! E por isso estou imensamente contente com a sensação que perdurou depois de terminar a leitura.

Confortou-me em vários aspectos, não só por se tratar de uma autora maravilhosa, que já não lia há algum tempo, mas também porque a leitura das obras de Agatha Christie, para mim é como se estivesse a saborear um chocolate!!! E a cereja no topo do bolo....o livro que tenho é o mesmo que aparece na imagem e é tão, mas tão agradável ler um livro "velhinho", de páginas amareladas e com o seu cheiro característico!!

Para além disto tudo, acresce a simplicidade com que a autora nos conquista com as suas personagens. Digo isto porque sempre fui uma teimosa, pois achava que só gostava da personagem "Poirot" e sempre que comprava um livro novo, tinha o cuidado de verificar se continha as "célulazinhas cinzentas" que tanto amava.
Pois então, em «O homem que era o n.º 16», as personagens principais são o casal Tuppence e Tommy, os quais abarcam a aventura de trabalharem como detectives privados, onde Tommy falsamente e com o consentimento da Scotland Yard se faz passar por Mr Blunt, na tentativa de ajudar a polícia a capturar o homem n.º 16.

As peripécias do casal são absolutamente encantadoras, principalmente quando personificam outras personagens de investigação de outros autores. O caso que mais gostei foi «O Álibi Indestrutível».

Conclusão, não fica aquém do "meu" precioso Hercule Poirot. A autora descreve casos simples e de resolução rápida, mas de uma inteligência incomparável!!

Boas Leituras!

OPINIÃO! «iluminada», de P. C. Cast

Chamamento da Deusa - Volume 3
Autora: P. C. Cast 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 360
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789895579389

Sinopse:
"Cansada de encontros com egocêntricos, a designer de interiores Pamela Gray está quase a desistir dos homens. Quer ser tratada como uma deusa - preferencialmente por um deus. Quando exprime o seu desejo, invoca inconscientemente a deusa Ártemis, que possui alguns truques na sua manga celestial... 
Os gémeos Ártemis e Apolo foram enviados para o Reino de Las Vegas para testar as suas habilidades. A sua primeira missão é realizar o desejo de Pamela. Então Ártemis faz do irmão o voluntário. Afinal, quem seria melhor do que o lindo Deus da Luz para levar amor àquela mulher solitária? Deveria ser uma experiência, mas na Cidade do Pecado, onde a vida é um risco, tanto o deus como a mortal estão prestes a apostar um valor alto no jogo do amor."

Opinião:
É um romance que aquece num fim-de-semana chuvoso.

Sem grande dificuldade apanhamos as partes essenciais dos livros anteriores e ficamos desde logo empolgados com a história e com as personagens principais.

O amor é o elemento central da história, onde o deus Apolo aparece primeiro como um deus que se apaixona por uma mortal e que teima em não usar o seu poder sobre ela, mas que após uma vingança de Baco, vê-se preso no mundo mortal diga-se "o reino de Las Vegas". Desta feita, apresenta-se também ele mortal e com a sua bela irmã gémea passam alguns momentos de desconforto mas bastante engraçados para o leitor. O mais importante é que Apolo vê uma oportunidade de mostrar à sua amada que o homem por detrás do deus continua apaixonado e é capaz de amar Pamela da mesma forma.

Não deixa de ser um belo livro e lê-se bastante rápido.

Boas Leituras!

sábado, 13 de dezembro de 2014

OPINIÃO! «O Inverno do Mundo», de Ken Follett - Trilogia O Século Livro 2

O Inverno do Mundo
Trilogia O Século - Livro 2
Autor: Ken Follett
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 832
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348768

Sinopse:
"Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente."

Opinião:
É uma obra magnífica e ultrapassa uma simples leitura, porque dá a sensação de estarmos a viver toda a história, do início ao fim. É como se nós próprios fossemos "a chave" para o final da guerra, como se fossemos espiões do nosso próprio país!!

Não estou a exagerar, amei este livro! Quem segue este blogue deve lembrar-se que já referi que gosto especialmente de livros que descrevam história e, de um modo geral que abordem as verdadeiras dificuldades que homens e mulheres atravessaram durante os anos em que persistiu um clima de guerra.

No entanto, como sabem, por vezes essa realidade descrita pode ser impressionante porque a miséria chega a ser gritante. Nesta obra tudo é retratado às claras, com uma transparência que cria ao leitor o efeito de "vivência daquele episódio". 

O primeiro volume, A Queda dos Gigantes, também me cativou de imediato. Em O Inverno do Mundo há um seguimento das personagens iniciais pelos seus descendentes, em que nalguns casos os filhos não partilham dos ideais dos pais, mas somos desde logo cativados por estas personagens, tão grandiosas ou até mais do que as primeiras.

Neste segundo volume, O Inverno do Mundo, Ken Follett aborda a história de 1933 a 1949.
A queda de Hitler é um dos temas mais marcantes, mas ao contrário de outras obras, Ken Follett não aborda a fundo o terror dos campos de concentração, porque a meu ver o autor optou mais pela estratégia e "jogo de peças" dos espiões de nacionalidade alemã para que pudessem levar ao conhecimento dos russos os esquemas e estratégias da Alemanha para ganhar a guerra, criando assim a possibilidade de acabar com o fascismo que muitos alemães veneravam e posteriormente acabaram por desacreditar.

Há também um ponto muito importante que não posso deixar de referir, porque de facto deixou-me bastante presa à obra, foi a descrição dos acontecimentos vividos pelas mulheres, as quais ficaram a viver nas suas casas, sem dinheiro para as conservar, desprovidas de segurança e aquecimento necessários. 
Houve ainda uma perspectiva bastante perturbadora... quando a guerra acabou e os alegados defensores derrotaram a Alemanha nem tudo foi um mar de rosas... pois estes homens/soldados não tiveram o comportamento que se esperava de "heróis". Ken Follett não se poupou a palavras cruas e incomodativas para quem lê, mas que ao mesmo tempo o torna num grande escritor.

Podia continuar a opinião, mas a ser assim nunca mais terminava porque há muito mais para dizer, mas prefiro ficar por aqui! Não posso deixar de tecer elogios, já que o autor conquistou-me desde o primeiro livro, com as suas personagens impressionantemente reais e ao mesmo tempo tão fáceis de acompanhar ao longo do livro.

Boas Leituras!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

OPINIÃO! «Os Litigantes», de John Grisham

Autor: John Grisham
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 440
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524544

Sinopse:
"Os dois sócios da firma de advogados Finley & Figg referem-se muitas vezes à própria firma como uma boutique: chique, seletiva, próspera. Obviamente, não é nada disso. Aquilo que é de facto é uma firma de dois sempre à procura do grande caso que mudará tudo. As suas especialidades, por assim dizer, são os divórcios rápidos e a condução sob o efeito do álcool, de vez em quando com o jackpot de um verdadeiro acidente de viação. Depois de vinte anos juntos, Oscar Finley e Wally Figg mais parecem um casal velho. Mas eis que chega a mudança. Ou melhor, entra aos tropeções. David Zinc, um advogado jovem, mas já queimado, abandona a carreira acelerada numa elegante firma do centro, embebeda-se e vai literalmente parar à porta da nossa firma-boutique. Já um pouco mais sóbrio e subitamente consciente de que está desempregado, aceita trabalhar na Finley & Figg. Agora com um novo membro, a F&F está pronta para agarrar um grande caso, que os pode tornar muito ricos sem que tenham de trabalhar muito. Krayoxx, um medicamento muito popular para reduzir o colesterol em doentes obesos e produzido por um gigante da indústria farmacêutica, está sob fogo depois de vários casos de ataques cardíacos associados ao tratamento. Wally já sente o cheiro do dinheiro. Uma pequena pesquisa na Internet confirma as suspeitas de Wally: uma grande firma da Florida está a preparar uma ação contra a Varrick, a farmacêutica em questão. A única coisa que a Finley & Figg tem de fazer é encontrar meia dúzia de pessoas que tenham tido ataques cardíacos enquanto tomavam Krayoxx, convencê-las a tornarem-se clientes e prepararem-se para a fama e a fortuna.
Com um bocadinho de sorte, nem sequer terão de ir a tribunal! Parece quase bom de mais para ser verdade.
E é.
Um livro extremamente divertido, repleto das estratégias legais e do suspense que fizeram de John Grisham o escritor preferido da América."

Críticas de imprensa:
«Grisham é incrivelmente cómico num romance que está cheio de entusiasmo e repleto de personagens memoráveis e bons enredos (...) Os enredos judiciais são normalmente plenos de detalhes sociais e de divertidas instâncias de patifaria (,) Fora do seu território habitualmente sulista, Grisham foi transformado por Chicago num escritor mais ao estilo de Dickens, por vezes com o coração mole mas predominantemente engraçado (...) Uma obra brilhante e cómica.» 
The Sunday Times

«Os Litigantes está lá em cima com os melhores dos vinte e cinco romances de Grisham (...) Vintage Grisham. O seu estilo é direto e o resultado é um thriller judicial com um enredo soberbo.» 
Sunday Express

«Os Litigantes é uma emocionante diversão no mundo sombrio das ações judiciais e dos vigaristas, ricos e pobres. Cheio das características voltas e reviravoltas [de Grisham], para não falar de imensa duplicidade, tenha cuidado se for a ler Os Litigantes no autocarro, pois poderá perder a sua paragem
Irish Independent

«Um romance ágil e com boas reviravoltas (...) Grisham faz uso da sua habitual compreensão matizada sobre a responsabilidade civil e a jurisprudência civil.» 
Washington Post 

«Uma leitura célere e inteligente que, mais uma vez, fará os fãs de Grisham sentir que valeu o preço pago.» 
Daily Telegraph Australia

«As suas histórias são ferozmente induzidas pelo enredo: vão mantê-lo acordado a noite inteira.» 
Independent on Sunday

«Se pode dizer-se que um autor domina o seu tema, esse autor tem de ser John Grisham. Os seus thrillers apinhados de advogados encontram-se despreocupadamente escritos, sublinham o seu talento para tornar o mundano interessante e impressionam sempre pela forma como traduzem procedimentos legais túrgidos em histórias saborosas e reveladoras (...)» 
Sun 

«Os Litigantes tem muitas das marcas registadas de John Grisham: ritmo, enredo, políticas gentilmente liberais. Mas desta vez também tem sentido de humor. Este thriller é elevado bem acima da média pelo afeto que Grisham tem pelas suas personagens, por muito moralmente comprometidas que estejam.» 
Mail on Sunday

«Grisham sabe o que faz. O livro está escrito de forma incisiva, com algumas piadas agradavelmente dissimuladas pelo meio, e a narrativa a acompanhar.» 
The Spectator

«(...) Completamente emocionante (...)»
Evening Standard

«Os Litigantes mostra Grisham no seu melhor. Tem um ritmo acelerado, é engraçado e está apinhado de personagens reais com as quais o leitor adoraria beber uma cerveja depois das sessões de tribunal. Ponha de lado um fim-de-semana para ler este livro, pois não vai querer pousá-lo
Irish Examiner

Opinião:
Depois de críticas tão boas pouco me resta dizer! É realmente uma obra magnífica!
Amei! Com esta obra John Grisham passou a constar na minha lista de autores favoritos. 

«Os Litigantes» é um thriller judicial escrito de uma forma inteligente e hilariante, tal como a crítica sublinhou.

O autor escolhe três advogados como personagens principais, portanto três perspectivas diferentes no mundo jurídico e apresenta também a derradeira diferença entre as firmas pequenas «boutique» e as grandes firmas com advogados de renome.

David, curiosamente no dia em que decide abandonar uma grande firma de advogados onde supostamente teria um futuro seguro e brilhante, acaba por dar consigo a afirmar que começaria a trabalhar numa firma «boutique», onde dois sócios actuam de uma forma bastante "agressiva" e por vezes duvidosa na procura de clientes, num mercado predominantemente instável.
Isto porque na manhã em que David Zinc decide sair da grande firma, passa o resto desse dia a beber num bar até ao momento (e após alguns momentos caricatos) em que passa a fazer parte da firma Finley & Figg acabando por ser reconhecido como uma mais valia para aqueles sócios precisamente quando bêbedo e muito seguro de si (note-se), assume a defesa dos seus futuros sócios para que não lhe sejam roubados clientes em resultado de um acidente de viação.

A partir daqui torna-se evidente que largar este livro já não é uma opção! Somos completamente absorvidos pela forma como David reage à diferença de opiniões, à forma imprevisível como os sócios actuam e advogam, mas a verdade é que esta experiência torna-se bastante interessante. O julgamento «Klopeck» devido à litigação referente ao medicamento «Krayoxx» coloca David na sala de audiências como advogado de acusação enquanto que a sua antiga firma representa a parte contrária na defesa dos «Laboratórios Varrick». Ao mesmo tempo o caso dos Khaing devido a um brinquedo «dentes de terríveis» que provocou o envenenamento por chumbo de uma criança, é um ponto  de bastante importância na trama.

Embora seguro de que fez as opções correctas que o permitem ter uma vida familiar mais sólida, certo é que David é posto à prova no que respeita às suas capacidades profissionais e mais que tudo quanto à sua inexperiência em litigação! O crescimento desta personagem é palpável!!

A minha admiração pelo autor não poderia ser melhor!

Boas Leituras!

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