quinta-feira, 18 de julho de 2013

Novidades Editorial Bizâncio - «Transforme-se num Detector de Mentiras»

Título: Transforme-se num Detector de Mentiras
Autor(es): Driver, Janine
Páginas: 352
ISBN: 978-972-53-0527
Ano: 2013
Preço de Capa: €16
Preço Online: €14.39

Sinopse:
«Janine tem o dom de ensinar e mais uma vez tornou a detecção da mentira numa coisa divertida, interessante e útil.» 

"Joe Navarro, agente especial do FBI reformado e autor do bestseller internacional What Every BODY is Saying 

O que diria de: aumentar o seu vencimento, dar um chuto nos problemas e preocupações e dormir melhor à noite, aprendendo simplesmente a detectar uma mentira mal a vê (ou mesmo antes)? E que tal se tivesse à sua disposição um teste fácil de usar que o avisasse assim que alguém lhe tenta esconder alguma coisa? Um detector de mentiras inato, tão poderoso, que se transforma numa competência inconsciente, aplicável a qualquer pessoa, em qualquer situação, capaz de o ajudar a agir depressa, antes que aquilo que começou por ser uma mentirinha piedosa subitamente se apodere de si, do seu livro de cheques, da sua felicidade? 

Nenhuma máquina construída até à data se revelou mais eficaz do que um detector de mentiras humano, afirma Janine Driver, ex-investigadora criminal dos EUA, que já deu formação a agentes da CIA e do FBI. Transforme-se Num Detector de Mentiras mudará a sua forma de encarar candidatos a empregos, colegas de trabalho, parceiros sentimentais, vendedores, gestores financeiros — todos aqueles de quem esperamos, e merecemos, a verdade — ao mesmo tempo que reforçará e aprofundará os seus relacionamentos pessoais com irmãos, filhos, amigos e amores."

Novidades Livros Horizonte - « O Sr. Gordo de Mau Humor»


domingo, 14 de julho de 2013

OPINIÃO! «Madrugada Suja» de Miguel Sousa Tavares

Autor: Miguel Sousa Tavares
"Três histórias que se cruzam desde uma aldeia deserta até ao topo do poder."
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789897240720

Sinopse:
"No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que vai perseguir os seus protagonistas durante anos. Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu. As circunstâncias do seu trabalho levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido. Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e em simultâneo o dos protagonistas daquela madrugada suja e daquela intriga política. Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente."

Excerto:
E agora, de volta à minha aldeia, onde a luz eléctrica chegara tarde demais para os homens, madrugada dentro, eu lia o Guerra e Paz. Numa aldeia morta, numa noite deserta, seguia, como se estivesse a ver, o esplendor dos salões de baile do Império Russo, a imensidão das estepes gélidas, os gritos de horror dos estropiados pelo fogo dos canhões de Napoleão Bonaparte, e chegava-me mais ao calor da lareira para não sentir a solidão das trincheiras de lama, húmidas, frias, desoladas, onde se abrigava o exército de Kutúsov. Alguém dissera um dia que se podia viver sem tudo, menos água e comida, mas que viver sem livros e sem música não seria o mesmo que viver.”

* Imagem e sinopse retiradas do site da Wook.

Opinião:
O autor começa por descrever a tragédia que ocorreu na madrugada suja do dia 23 de Maio de 1988, no Cromeleque dos Almendres e adianto já que o livro começa a ser interessante logo nas primeiras páginas, sem dó nem piedade!
O leitor fica comovido com a descrição dos acontecimentos dessa noite e como tal, fica imediatamente preso à necessidade de saber o desfecho do romance.

Madrugada Suja aborda a história de três personagens, são elas Filipe Madruga, Eva Ribeiro e Luís Morais.

A primeira personagem que o autor nos apresenta é Filipe Madruga e conseguimos perceber a educação que teve e a sua juventude numa aldeia pequenina chamada Medronhais da Serra. A vivência desta personagem é narrada pelo próprio como também pelo pai, mãe e avós paternos.
De seguida conta as dificuldades que Eva Ribeiro teve que ultrapassar depois da tragédia que mudou a sua vida. E relata também a ascensão de Luís Morais, que teve uma passagem muito breve por Medronhais da Serra 

Foi interessante ver como se desenrolou a vidas das três personagens, que no final se cruzam num ambiente de justiça e política.

Miguel Sousa Tavares tem uma capacidade de escrever romances/ficção que podiam ser reais, com personagens que podiam ser verdadeiras e que podiam muito bem serem nossos conhecidos. 
Com esta obra pude chegar à conclusão que Miguel Sousa Tavares consegue criar um vínculo muito forte com o leitor de tal forma que este último chega a esquecer que está a ler uma "ficção"! 

Madrugada Suja aborda temas de grande interesse, desde a política à justiça e todos os caminhos que pessoas "aparentemente" comuns e inofensivas percorrem para chegar ao poder. 
De uma forma tão simples e clara descreve a corrupção, através de jogos de interesses, riscos calculados e acordos duvidosos numa teia alegadamente sem rasto, construída por pessoas movidas por puro interesse (egoísta e profissional). 
Gostei particularmente de um excerto que se encontra na página 331.

Madrugada Suja retrata um mundo sujo, que o autor descreve de uma forma cristalina!

Boas Leituras!

Novidades Livros Horizonte - «Urbanismo e Adaptação às Alterações Climáticas - As frentes de água»


Novidades Editorial Bizâncio - «Chorar, Estremecer, Morrer»

Título: Chorar, Estremecer, Morrer
Autor(es): Levine, Robert
Páginas: 224
ISBN: 978-972-53-0528
Ano: 2013
Preço de Capa: €14
Preço Online: €12.6

Sinopse:
«Não consigo perceber por que razão as pessoas não passam o tempo a cantar... Ópera ou qualquer outra coisa.» 
Robert Levine 

"Acha que não gosta de ópera? Que é uma imensa maçada? Pense melhor... e descubra com Robert Levine o prazer da ópera! Viu O Feitiço da Lua com a Cher e o Nicolas Cage? Então já ouviu La Bohème, de Puccini. (E, se calhar, chorou...) 

Comoveu-se com Tom Hanks em Filadélfia? Então conhece La Mamma Morta, de Umberto Giordano, cantada pela Maria Callas. (E, se calhar, chorou...) 

Viu o filme Quarto com Vista sobre a Cidade? Então ouviu O Mio Babbino Caro, de Puccini. (E aposto que regressou a casa a cantarolar...) 

Lembra-se do militar que Robert Duvall interpretou em Apocalypse Now? Lembra-se da cena da praia com os helicópteros? É Wagner. A Cavalgada das Valquírias! (De certeza que se arrepiou.) 

Julia Roberts ficou famosa com Um Sonho de Mulher, a história de uma prostituta e de um cavalheiro, que por ela se apaixona. Baseia-se na história de La Traviata, de Verdi, e ouvem-se partes da ópera ao longo do filme… (Aposto que o fizeram chorar.) 

Lembra-se do Campeonato do Mundo de Futebol de 1990? Possivelmente viu Luciano Pavarotti a cantar Nessun Dorma, de Puccini… (Aposto que estremeceu…)"

sábado, 6 de julho de 2013

OPINIÃO! «Um País Silencioso», de Carlos Guardado da Silva

Autor: Carlos Guardado da Silva
Colaboração com a entidade: Câmara Municipal de Torres Vedras
Temas: História Regional e Local, Lendas, Torres Vedras, Romance Histórico
Ano: 2010
Páginas: 88
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-022-3
Preço: 10,00 € 

Pode consultar a obra na editora: aqui.

Sinopse:
"Como tantos jovens da sua idade, Corbeau alistou-se nos exércitos de Napoleão e, aos 30 anos, integrou o Exército de Portugal, comandado por André Massena, com a missão de invadir de novo o reino luso. Atravessou os Pirinéus sob a chefia de Clausel, com quem partilhava a terra natal – Mirepoix – um pequeno burgo ao Sul da França, e a Amizade cimentada em palcos da guerra. Corbeau chegou às Linhas de Torres Vedras, a 12 de Outubro de 1810, tendo conhecido, na igreja da pequena aldeia de Matacães, uma jovem de nome Maria, por quem se apaixonou. Maria tornara se a sua Amiga, confidente e enfermeira, mas também a sua eterna lembrança…"

Sobre o autor:
Carlos Guardado da Silva, 1971. É licenciado em História, mestre e Doutor em História Medieval e pós graduado em Ciências Documentais – variantes de Arquivo e Biblioteca e Documentação pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, instituição de que é investigador externo do Instituto de História Regional e do Municipalismo Alexandre Herculano e professor do curso de mestrado em Ciências da Documentação e Informação. É ainda director do Arquivo Municipal de Torres Vedras, presidente da Comissão Executiva para a Comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras e (co) autor de cerca de vinte livros e cinquenta artigos, entre os quais se destacam: “O mosteiro de S. Vicente de Fora: a comunidade regrante e o património rural (séculos XII XIII)”, Lisboa, Colibri, 2002; “Eram tantas vezes… Histórias do Cadaval”, Cadaval, Câmara Municipal, 2005; “Lisboa Medieval: a organização e a estruturação do espaço urbano”, Lisboa, Colibri, 2008 (2.ª ed. 2010); “Torres Vedras: Antiga e Medieval”, Lisboa, Colibri/C.M. Torres Vedras, 2008.

Sobre o ilustrador:
Daniel Silvestre da Silva. Nasceu em Lisboa, viveu em Torres Vedras, estudou artes plásticas nas Caldas da Rainha e fez um mestrado em desenho no Porto. Ilustrou para autores como Alice Vieira, Ana Saldanha, João Pedro Mésseder, José Jorge Letria e Wang Souying & Ana Cristina Alves. Actualmente é docente convidado na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, em Guimarães.

Opinião:
Um País Silencioso é uma história que remonta ao ano 1801, quando foi iniciada a «Guerra das Laranjas», fruto da invasão francesa. Portugal, foi então confrontado com uma "situação política difícil, entre a ameaça francesa e as pressões inglesas, podendo perder a independência nacional e as colónias".

O autor descreve as ameaças que Napoleão engendrou contra Portugal, um país com um povo trabalhador. As ameaças deste vil opressor, foram no início acolhidas num silêncio doloroso. Contudo, o povo português revoltou-se e contestou, pois os acordos injustos de Napoleão foram tidos como inconcebíveis, de tal forma que as enxadas deram lugar às armas!

Pela descrição do autor foi possível imaginar o barulho do ribombar das armas, da marcha dos homens, as vozes em surdina e o medo dentro dos seus corações.

À medida que ia lendo as linhas desta pequena obra na qual o autor nos relata acontecimentos históricos, fui ganhando mais respeito por este povo simples e maravilhoso, que em tempos sofreu sobre o poder dos francesas, sob o comando de Ney, Junot e Massena. 

Carlos Guardado da Silva, descreve também o amor entre Corbeau e Maria, uma mulher portuguesa, um amor que nasceu na aldeia de Matacães, nas linhas de Torres Vedras.

Corbeau é uma personagem importante no enredo apresentado, é um soldado francês que descreve os seus sentimentos através de várias missivas. É possível sentirmos a amargura das famílias destroçadas e separadas pela guerra, famílias que eram unidas e que amavam os seus filhos e maridos.

Este soldado descreve Portugal, um país que se apresenta silencioso aos seus olhos, sem vida, sem força...cansado. Pois muitas vidas foram ceifadas em prol de uma batalha sem causa justa e Corbeau chega a questionar a Felicidade, Igualdade e Liberdade na guerra vergonhosa em que se encontrava.

O autor consegue envolver o leitor de tal forma que ao longo das páginas, nunca se chega a perder o interesse, pese embora se trate de um livro sobre história!

Adorei, não só pelos acontecimentos históricos retratados, como também pela linda história de amor passada nas linhas de Torres Vedras!
As ilustrações, na minha modesta opinião, são magníficas.

Boas leituras!